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Política

01/01/2020 às 14h51

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Rodrigo Mario

Valança / BA

“O Brasil está precisando de um presidente no estilo de Rui Costa”
“O Brasil está precisando de um presidente no estilo de Rui Costa”
“O Brasil está precisando de um presidente no estilo de Rui Costa”



“O Brasil está precisando de um presidente no estilo de Rui Costa”



O vice-governador João Leão falou sobre a Ponte Salvador-Itaparica e avaliou o cenário político em entrevista exclusiva à Tribuna










Tribuna da Bahia, Salvador
30/12/2019 09:47 | Atualizado há 2 dias, 3 horas e 59 minutos




     



Foto: Divulgação


 


Por: Henrique Brinco - Repórter e Paulo Roberto Sampaio - Diretor de Redação


 


A Ponte Salvador–Ilha de Itaparica será projetada de forma a permitir melhores condições de mobilidade e alto nível de serviço no longo prazo. Essa é a expectativa do vice-governador João Leão (PP), que visitou a Tribuna na semana passada e fez projeções otimistas para a construção do equipamento. "Além de ser uma obra escultural e muito bonita, vai trazer um desenvolvimento onde o Estado vai dobrar a sua receita. O Estado da Bahia arrecada R$ 44 bilhões por ano e, assim que a ponte ficar pronta, nós vamos começar a ter crescimento onde dentro do período de concessão vamos dobrar a receita do Estado", declarou, em entrevista exclusiva. A ponte deverá ter aproximadamente 12 km de extensão, por 32m de largura, o que permite a criação de seis faixas de tráfego e duas pistas de acostamento. Seu traçado deve partir das proximidades do Porto de Salvador e se estender até a região de Gameleira na Ilha de Itaparica. Ainda na entrevista, o vice fez projeções para o futuro e comentou a cena política local e nacional. O gestor ainda deixou uma mensagem de fim de ano: "Queremos que o Estado aumente a sua receita para que não tenhamos que cortar a Previdência". Leão reafirmou ainda que mantém uma ótima relação com o PSD, presidido na Bahia pelo senador Otto Alencar. “Teremos em alguns municípios uma disputa normal entre PP e PSD. E também temos uma série de municípios onde o PP vai apoiar o candidato do PSD e em outros onde o PSD vai apoiar o PP. Eu e Otto nos damos maravilhosamente bem, assim como eu e Wagner e eu e Rui. Nós formamos um tripé. Digo sempre. É um negócio até interessante. Vocês sabem o que é um teodolito? Por eu ser da área, faço sempre essa afirmação. O teodolito é aquele instrumento onde você vê longe e correto. Você vai buscar a distância certinha quando coloca a mira. E o teodolito tem três pés. No nosso teodolito da política, nos temos um pé do PP, outro do PSD e outro do PT. Se nós conseguirmos sempre ficar juntos, não perdemos a eleição para ninguém. No meio do teodolito tem o prumo, que são aqueles partidos menores, como o PCdoB, o PSB, o PL... Que gravitam em torno de todos. Esta unidade é o que nos deu a vitória nos últimos anos aqui na Bahia”, disse.


Tribuna - A Ponte-Salvador Itaparica finalmente vai sair?


João Leão - A Ponte Salvador-Itaparica será o grande vetor de desenvolvimento econômico do Estado. Além de ser uma obra escultural e muito bonita, vai trazer um desenvolvimento onde o Estado vai dobrar a sua receita. O Estado da Bahia arrecada R$ 44 bilhões por ano e, assim que a ponte ficar pronta, nós vamos começar a ter crescimento onde dentro do período de concessão vamos dobrar a receita do Estado. Não é dobrar simplesmente, porque o Estado cresceria. Além do crescimento do Estado, a ponte vai ajudar a dobrar a receita.


Tribuna - O Sistema Ferry-Boat vai continuar?


João Leão - Continua normalmente. Vai ser o instrumento turístico para as pessoas que querem fazer a travessia e não tem pressa, fazer foto e passar debaixo da ponte.


Tribuna - Como está a relação com os chineses?


João Leão - Está 100%. Nós tivemos a felicidade de as duas maiores empresas do mundo se consorciarem. O que não é fácil, nem na China é fácil. Elas só se consorciaram numa obra de tamanha grandeza da ponte que liga Hong Kong à China, que tem 56 km de extensão. Eu fui lá com o governador Rui Costa, visitamos e fomos os primeiros ocidentais a atravessar essa ponte.


Tribuna - Muitos projetos foram feitos para a ponte e outros secretários em gestões passadas apontaram dificuldades para a construção. Qual será o impacto naquela região?


João Leão - O impacto ambiental não será nenhum. Não vai pegar nada de mangues e nada disso. A ponte vai sair daqui de Salvador, ali na altura da Feira de Água de Meninos, vamos ter a Via Expressa que foi feita quando eu era secretário de Infraestrutura do Estado. Nós fizemos a Via Expressa já pensando na construção da ponte. Vão ter mais dois túneis ali e você vai ter um viaduto que vai sair da feira, vai ter uma curva e sair no sentido da Gameleira. Vamos sair no meio da Ilha, com destino a Ponte do Funil.


Tribuna - Qual é a projeção de crescimento do Estado para 2020?


João Leão - Além da Ponte, vamos inaugurar agora a Ponte de Ilhéus. A Ponte da Barra sobre o Rio São Francisco já estamos começando a fazer a prospecção. Temos a Parceria Público-Privado da BA-052, que foi um sucesso absoluto. Você também tem os programas das usinas de álcool e açúcar. O governador determinou, agora que eu estou na SDE, para deixar de importar. Para deixar de importar, eu tenho que produzir. Então nós não produzimos álcool e açúcar suficiente para o nosso consumo. Só produzimos 10%. Temos uma brecha aí de 90% que temos condições de produzir. Estamos fazendo a primeira usina, definimos mais 10 áreas [para construção] e estamos convidando o empresariado brasileiro para a Bahia para implantar esse tipo de projeto aqui. No início do ano já devemos assinar protocolos de intenções de empresas grandes que são do setor. Se nós conseguirmos implantar essas 10 empresas, cada uma delas vai gerar três mil empregos diretos.


Tribuna - Já falamos sobre investimentos, sobre a ponte e agora vamos falar sobre política. O prefeito ACM Neto já se cacifou para a sucessão e já está aí apresentando Bruno Reis como seu provável candidato. Por outro lado, a base do governador Rui Costa ainda está batendo cabeça...


João Leão - Não, no nosso grupo, nós do PP lançamos Niltinho. Um rapaz jovem, que está aí na luta. Disseram que Niltinho não existe em Salvador... E como existe! Se você pegar, nós fizemos uma pesquisa qualitativa, e ele tem o aquilo que o povo de Salvador quer votar. As qualidades que o povo de Salvador quer são as mesmas qualidades do deputado.


Tribuna - Niltinho não apareceu no lançamento da própria pré-candidatura e não aparece nas pesquisas. O que falta para ele decolar?


João Leão - Tenha calma. Vamos engatar. Eu quando fui prefeito de Lauro de Freitas lancei Otávio Pimentel e ele tinha apenas 0,6% na pesquisa. O meu opositor tinha 46%. E ele ganhou e foi lá. Lancei Roberto Muniz, foi a mesma coisa. E assim sucessivamente. O que nós queremos é mostrar as qualidades do nosso candidato. A partir de maio em diante vamos ter condições de fazer isso. Por enquanto, o que nós queremos é trabalhar. É fazer o que o Estado está precisando que faça e o que o povo está pedindo que façamos.


Tribuna - O PP vai lançar candidato em Lauro de Freitas?


João Leão - Vamos decidir em maio, como é a nossa tradição em Lauro de Freitas. Na última eleição perdemos para a prefeita Moema. Na anterior, o nosso grupo venceu. E agora... Vamos deixar chegar mais próximo.


Tribuna - O PP vai pleitear a cabeça de chapa na base do governador Rui Costa em Salvador?


João Leão - O PP terá candidato a prefeito de Salvador. Se o PT quiser vir junto, já estou dizendo muito obrigado. Se o PCdoB quiser, outro muito obrigado. Se o PSD quiser vir junto, outro muito obrigado. Agora, é uma eleição de dois turnos e nós achamos que numa capital como Salvador temos o direito de lançar candidato a prefeito. O Partido Progressista é muito forte no interior do Estado. Hoje nós somos o maior partido do Estado. Temos 106 prefeitos. Temos aí quatro deputados federais, 10 estaduais e mais de 600 vereadores. Temos um grupo político forte. No entanto, não temos em Salvador e é por isso que nós queremos lançar candidato em Salvador.


Tribuna - O senhor ressaltou que o PP é muito forte no interior, mas o PSD também é. E vocês são aliados na esfera estadual. Há alguma disputa?


João Leão - Nenhuma, ao contrário. Teremos em alguns municípios uma disputa normal entre PP e PSD. E também temos uma série de municípios onde o PP vai apoiar o candidato do PSD e em outros onde o PSD vai apoiar o PP. Eu e Otto nos damos maravilhosamente bem, assim como eu e Wagner e eu e Rui. Nós formamos um tripé. Digo sempre. É um negócio até interessante. Vocês sabem o que é um teodolito? Por eu ser da área, faço sempre essa afirmação. O teodolito é aquele instrumento onde você vê longe e correto. Você vai buscar a distância certinha quando coloca a mira. E o teodolito tem três pés. No nosso teodolito da política, nos temos um pé do PP, outro do PSD e outro do PT. Se nós conseguirmos sempre ficar juntos, não perdemos a eleição para ninguém. No meio do teodolito tem o prumo, que são aqueles partidos menores, como o PCdoB, o PSB, o PL... Que gravitam em torno de todos. Esta unidade é o que nos deu a vitória nos últimos anos aqui na Bahia.


Tribuna - Agora, em entrevista à Tribuna recentemente, o senador Otto Alencar disse que pode ser candidato ao Governo do Estado em 2022.


João Leão - Bato palma para ele. Pode ser o nosso candidato. Como Wagner pode ser o nosso candidato. Como João Leão pode ser o candidato dele. O que nós precisamos é nos mantermos juntos. Se nós nos mantivermos juntos e Otto for o candidato, Otto pode ser o próximo governador da Bahia.


Tribuna - Nos bastidores, comenta-se que Wagner é o único consenso no grupo. Isso procede?


João Leão - É um consenso de quem? De Otto, meu, de Rui e de Wagner. É um dos grandes capitães do nosso grupo, como eu posso ser o consenso também, como Otto pode ser também. Aquele que tiver maior condição de conquistar [a eleição] será o candidato. Tem muita água para passar por debaixo da Ponte de Salvador-Itaparica.


Tribuna - Rui Costa tem se colocado como possível candidato à presidência em 2022. Como avalia essa possibilidade?


João Leão - Ele é meu candidato à presidência. Se ele quiser, ele será o meu candidato. Vou convencer o Partido Progressista a colocar Rui como o meu candidato. Ele já tem o apoio do Partido Progressista na Bahia e ele teria que conquistar o apoio a nível nacional. Eu sou vice-presidente nacional do PP. Ele já tem o apoio na Bahia, a não ser que o PP nacional lance um candidato próprio, que pela legislação nossa eu seria obrigado a apoiá-lo.


Tribuna - Como avalia o governador?


João Leão - Eu apoio o governador Rui Costa pelo estilo de fazer política, que é o estilo de ser mais administrador em vez de político. O Brasil está precisando disso. O Brasil está precisando de um presidente no estilo de Rui Costa, que fale pouco e que realmente queira ser o administrador do Brasil. Então, nós precisamos disso. Ele é cobrador e faz a coisa acontecer.


Tribuna - Como será o seu futuro político após 2022?


João Leão - Não sei. Depende dos companheiros. Se Rui decidir se ausentar para sair candidato, posso ser o governador da Bahia por nove meses. Posso ir para a reeleição por nove meses. Posso apoiar Wagner ou Otto Alencar. Um dos dois. Ou então, se Rui continuar, posso ser candidato ao Senado e Wagner candidato a governador. Ou eu. O único que não pode ser candidato a vice sou eu, porque já tenho dois períodos. Então, posso ser candidato a senador ou a governador. A vice não posso mais.


Tribuna - O cenário mais realista que se projeta nos bastidores no momento seria Wagner como candidato ao Governo, Otto na vice e o senhor ao Senado. É mesmo um cenário realista?


João Leão - Ou então o inverso: Otto no governo, Wagner na vice e Leão no Senado. Ou Leão no governo, Otto na vice e Wagner fica onde está [por mais quatro anos]. E Rui como candidato ao Senado.


Tribuna - Falando um pouco de Brasília, o senhor tem sido a ponte entre o governo Rui e o governo Bolsonaro. Como avalia a gestão do atual presidente?


João Leão - O meu relacionamento pessoal com o presidente Jair Bolsonaro é excepcional. Bolsonaro foi meu colega de partido por 20 anos na Câmara dos Deputados. Ele pertenceu ao Partido Progressista. Quando eu saí, ele saiu. Acho que era eu que o segurava no partido, pela amizade pessoal que tínhamos. O ajudei na construção de ginásios de esportes nas unidades militares, eu conseguindo recursos e aprovando as emendas. Então, tenho um relacionamento muito bom com Bolsonaro. Não concordo com a área política. Isso que está acontecendo aqui. Acho que Bolsonaro deveria pegar os telefones celulares dos três filhos, jogar dentro da água, com o dele junto, e ele deveria se portar como presidente da República. Falar pouco e agir muito. E ele tem capacidade para isso.


Tribuna - Bolsonaro está criando crises no governo, mas já tem se colocado como candidato à reeleição em 2022. Como avalia isso?


João Leão - Rapaz, a política é uma onda. Acho que está muito cedo hoje para dizer se Bolsonaro poderá ou não ser eleito. Que o presidente Lula poderá ser candidato ou não. Ou até mesmo Rui Costa... Está muito longe ainda. Agora, acho que cada um terá que dar muito de si para que o Brasil caminhe. Por exemplo, acho que o nosso querido amigo presidente Lula deveria estar fazendo uma campanha de agregação. Aquilo que Rui Costa está falando e aquilo que Jaques Wagner fala também. Na política você tem lado, mas quando passa a política... O Bolsonaro é o presidente da República e nós temos que desejar, pelo menos desejar, que ele faça um bom governo para o Brasil e para todos nós - em particular aqui para a Bahia.


Tribuna - Lula pode ser candidato em 2022?


João Leão - Acho muito difícil Lula ser candidato. A não ser que ele seja inocentado, mas não vejo na Justiça Brasileira uma situação em que se queira inocentar Lula. Pelo contrário, querem crucificá-lo. E ele pode ser o nosso novo Cristo do futuro, com o povo achando lá na frente que Lula era inocente e foi crucificado.


Tribuna - Qual é a mensagem de fim de ano que o senhor deixa para a população?


João Leão - Um próspero Ano Novo é a mensagem tradicional que nós deixamos. Quero dizer que o nosso governo, do governador Rui Costa e do vice João Leão, todos os secretários, queremos aumentar a receita e não cortar a Previdência. O que nós queremos é que o Estado aumente a sua receita para que não tenhamos que cortar a Previdência, em função do déficit que nós já temos.


 


Colaborou: Guilherme Reis


 



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FONTE: tribuna da bahia

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