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Política

09/11/2019 às 21h44

92

Rodrigo Mario

Valança / BA

Militares mostram preocupação de que discurso de Lula incite violência
Militares mostram preocupação de que discurso de Lula incite violência

Militares mostram preocupação de que discurso de Lula incite violência


BRASIL


 


O presidente Jair Bolsonaro reuniu na manhã deste sábado, 9, o comando militar para avaliar o cenário após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter deixado a prisão. Entre os militares, a avaliação é que não há sinais de movimentos atípicos, mas há a preocupação de que o discurso de Lula possa incitar a violência, segundo apurou o Estado.


A mesma opinião foi emitida por um dos participantes da reunião, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, em sua conta no Twitter. “Lula, em seu discurso, mostra quem é e o que deseja para o país. Incita a violência (cita povo do Chile como exemplo), agride várias instituições, ofende o Pres Rep (presidente da república) e mostra seu total desconhecimento sobre carreira militar”, tuitou.


A repercussão do discurso de Lula em outros países também está sendo monitorada, em especial na América Latina, onde há manifestações em países como Chile e Bolívia. Preocupa o acirramento de ânimos na Bolívia, onde há setores das forças armadas retirando o apoio ao presidente Evo Morales e evitando conter protestos contrários ao governo.


Além de Heleno, participaram da reunião deste sábado o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. O encontro durou pouco mais de meia-hora.


Como mostrou o Estado nesta sexta, 8, a ideia inicial no Planalto era que se evitasse comentar a decisão do STF, para que isso não fosse interpretado como interferência de um poder em outro. Neste sábado, porém, depois de Lula citar Bolsonaro em seus discursos, o presidente subiu o tom e chegou a chamar o ex-presidente de “canalha” em sua conta do Twitter.


A liberdade de Lula deixará mais acirrada a polarização entre esquerda e direita, diminuindo o espaço para os candidatos considerados de centro ou moderados. No Planalto, auxiliares do presidente dizem que esse confronto alimentará o clima beligerante. Há preocupação com possíveis manifestações e radicalismo que possam ocorrer em manifestações, embora até agora não haja sinais claros de que isso acontecerá.


 


Estadão



 




 



 



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