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04/11/2019 às 11h02

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Rodrigo Mario

Valança / BA

Após chegada de óleo, visitas a Abrolhos são suspensas
Após chegada de óleo, visitas a Abrolhos são suspensas
Após chegada de óleo, visitas a Abrolhos são suspensas


Após chegada de óleo, visitas a Abrolhos são suspApós chegada de óleo, visitas a Abrolhos são suspensas




por João Pedro Pitombo | Folhapress





Após chegada de óleo, visitas a Abrolhos são suspensas
Foto: Manu Dias / GOV / BA




Após a chegada de manchas de óleo ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) determinou neste domingo (3) a suspensão por três dias da visitação ao local. A medida se dá para não atrapalhar as atividades de prevenção, controle e remoção do óleo e minimizar danos à saúde dos visitantes. A depender do avanço das partículas de óleo na região, a suspensão pode ser prorrogada.

Neste domingo (3), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, sobrevoou o parque, onde o óleo foi detectado pela primeira vez no sábado (2). Em Porto Seguro (a 715 km de Salvador), o ministro afirmou que "não tem bola de cristal" para estimar o volume e a dinâmica do vazamento do óleo que atingiu as praias do litoral nordestino. "É um óleo difícil, que vem a meia água. O radar não pega, o sonar não pega, o satélite não pega. A gente tem uma visualização dele quando chega na água. É difícil, a gente não tem um bola de cristal em relação a isso", afirmou.

O ministro falava sobre a possível quantidade de óleo vazada e a chance de novas manchas continuarem atingindo a costa do país. Isso porque neste sábado novas manchas de óleo em grande quantidade foram registradas em praias de Salvador. Somente na praia do Rio Vermelho, uma das mais icônicas da cidade por abrigar a festa de Iemanjá, foi retirada mais de uma tonelada de óleo entre sábado e domingo.

Após o sobrevoo em Abrolhos, o ministro informou que não houve registro de novas manchas de óleo no arquipélago. Fernando Azevedo e Silva ainda destacou o trabalho da força-tarefa montada em torno do Arquipélago de Abrolhos, considerado o principal berçário de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. "Fiz questão de passar aqui em Abrolhos pelo sinal de ontem, o aparecimento de pequenos fragmentos [de óleo]. É um sinal", disse o Azevedo Silva, que classificou o parque de Abrolhos como um "santuário ecológico". Desde 31 de outubro ele tem percorrido o litoral do Nordeste.

Quatro navios da Marinha e dois da Petrobras patrulham a região. Equipes de mergulhadores estão fazendo vistorias periódicas nos recifes de coral e uma equipe de 30 pessoas está atuando na limpeza. Questionado sobre as investigações dos responsáveis pelo vazamento, o ministro afirmou que a petroleira grega Delta Tankers, apontada pela Polícia Federal como principal suspeita pelo vazamento, foi notificada.

O ministro não quis comentar sobre a nota emitida pela Delta Tankers que negou responsabilidade sobre o vazamento de óleo que vem atingindo a costa brasileira. Mas afirmou que todos os indícios apontam apara um vazamento do navio grego Bouboulina. A área concentra alguns principais bancos de corais do litoral brasileiro, incluindo espécies ameaçadas de extinção como os corais-de-fogo. Também registra cerca de 1.300 espécies de plantas e animais, incluindo as baleias-jubarte, que buscam as águas calmas do santuário para o acasalamento.

Segundo balanço do Ibama, 314 locais em mais de 100 cidades já foram atingidos pelo Petróleo, em todos os estados do Nordeste.










 




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por João Pedro Pitombo | Folhapress





Após chegada de óleo, visitas a Abrolhos são suspensas
Foto: Manu Dias / GOV / BA




Após a chegada de manchas de óleo ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) determinou neste domingo (3) a suspensão por três dias da visitação ao local. A medida se dá para não atrapalhar as atividades de prevenção, controle e remoção do óleo e minimizar danos à saúde dos visitantes. A depender do avanço das partículas de óleo na região, a suspensão pode ser prorrogada.

Neste domingo (3), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, sobrevoou o parque, onde o óleo foi detectado pela primeira vez no sábado (2). Em Porto Seguro (a 715 km de Salvador), o ministro afirmou que "não tem bola de cristal" para estimar o volume e a dinâmica do vazamento do óleo que atingiu as praias do litoral nordestino. "É um óleo difícil, que vem a meia água. O radar não pega, o sonar não pega, o satélite não pega. A gente tem uma visualização dele quando chega na água. É difícil, a gente não tem um bola de cristal em relação a isso", afirmou.

O ministro falava sobre a possível quantidade de óleo vazada e a chance de novas manchas continuarem atingindo a costa do país. Isso porque neste sábado novas manchas de óleo em grande quantidade foram registradas em praias de Salvador. Somente na praia do Rio Vermelho, uma das mais icônicas da cidade por abrigar a festa de Iemanjá, foi retirada mais de uma tonelada de óleo entre sábado e domingo.

Após o sobrevoo em Abrolhos, o ministro informou que não houve registro de novas manchas de óleo no arquipélago. Fernando Azevedo e Silva ainda destacou o trabalho da força-tarefa montada em torno do Arquipélago de Abrolhos, considerado o principal berçário de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. "Fiz questão de passar aqui em Abrolhos pelo sinal de ontem, o aparecimento de pequenos fragmentos [de óleo]. É um sinal", disse o Azevedo Silva, que classificou o parque de Abrolhos como um "santuário ecológico". Desde 31 de outubro ele tem percorrido o litoral do Nordeste.

Quatro navios da Marinha e dois da Petrobras patrulham a região. Equipes de mergulhadores estão fazendo vistorias periódicas nos recifes de coral e uma equipe de 30 pessoas está atuando na limpeza. Questionado sobre as investigações dos responsáveis pelo vazamento, o ministro afirmou que a petroleira grega Delta Tankers, apontada pela Polícia Federal como principal suspeita pelo vazamento, foi notificada.

O ministro não quis comentar sobre a nota emitida pela Delta Tankers que negou responsabilidade sobre o vazamento de óleo que vem atingindo a costa brasileira. Mas afirmou que todos os indícios apontam apara um vazamento do navio grego Bouboulina. A área concentra alguns principais bancos de corais do litoral brasileiro, incluindo espécies ameaçadas de extinção como os corais-de-fogo. Também registra cerca de 1.300 espécies de plantas e animais, incluindo as baleias-jubarte, que buscam as águas calmas do santuário para o acasalamento.

Segundo balanço do Ibama, 314 locais em mais de 100 cidades já foram atingidos pelo Petróleo, em todos os estados do Nordeste.








 

Segunda, 04 de Novembro de 2019 - 08:00

 





 



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