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08/09/2019 às 16h17

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Rodrigo Mario

Valança / BA

Ex-deputado Indio da Costa é preso em operação da PF
Ex-deputado Indio da Costa é preso em operação da PF
Ex-deputado Indio da Costa é preso em operação da PF



Ex-deputado Indio da Costa é preso em operação da PF



Ele foi em 2010 o relator da Lei Ficha Limpa e candidato a vice-presidência do Brasil na chapa de José Serra










Tribuna da Bahia, Salvador
06/09/2019 13:57 | Atualizado há 2 dias, 2 horas e 19 minutos




     



Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados


 


O empresário e advogado Indio da Costa, ex-deputado federal, ex-vereador e ex-secretário do Rio, foi preso nesta sexta-feira (6) em uma operação da Polícia Federal contra um suposto esquema de fraude nos Correios. A informação foi confirmada por fontes da PF e publicada inicialmente pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.


A equipe de reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Indio, que foi candidato ao governo do Rio na última eleição, em 2018, candidato à prefeitura do Rio em 2016 e candidato a vice-presidente do Brasil em 2010, na chapa de José Serra.


Na prefeitura do Rio, foi secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, ao lado do atual prefeito Marcelo Crivella (2017 a 2018), e secretário de Administração na gestão de Cesar Maia, entre 2001 e 2006.


Indio foi presidente da comissão especial que criou o projeto da Lei da Ficha Limpa, que impede políticos com condenações em segunda instância de disputar cargos nas eleições.


Fraude nos Correios


Segundo a PF, o esquema era coordenado por empresários, funcionários da estatal e agentes públicos. Onze mandados de prisão preventiva foram cumpridos – 9 no Rio e 2 em São Paulo – e um mandado de prisão temporária foi cumprido em Minas Gerais.


Além de Indio, também foi preso Cleber Isaías Machado, superintendente estadual de Operações dos Correios.


O nome dos outros presos ainda não foi divulgado. A PF informou que foram detidos agentes dos Correios, empresários e funcionários de empresas que eram utilizadas como “laranjas” pela organização criminosa, de acordo com o delegado Cristian Luz Barth, responsável pela investigação em Santa Catarina.


Segundo ele, pelo menos 10 empresas possuíam contratos com os Correios e participavam do esquema criminoso.


A investigação começou em novembro de 2018, após empresários ligados ao esquema tentarem iniciar a atuação do grupo em Santa Catarina.


De acordo com o delegado Cristian Luz Barth, o esquema era tão intrincado que até mesmo cargos nos Correios tinham um preço.


“Havia cargos que custavam de R$ 200 a R$ 250 mil”, explicou.


No entanto, ele não explicou quais cargos seriam esses e como era conduzida essa parte do esquema. Segundo ele, a investigação está em andamento.


O que dizem os Correios


Após a operação, a Polícia Federal divultou a seguinte nota: "Com relação aos mandados cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (6), em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais, os Correios informam que estão colaborando plenamente com as autoridades. A empresa permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos. Os Correios reafirmam o seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência".


 


Fonte: G1.


 



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FONTE: tribuna da bahia

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